quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Conceitos/Vocabulário Unidade 3 Módulo 4





John Locke (1632-1704)
«Uma vez que a natureza humana é igual em todos os homens, é evidente que, segundo o direito natural, cada um deve apreciar e tratar os outros como seres que por natureza são iguais a ele próprio, ou seja, que são tanto homens como ele. Deste princípio da igualdade natural dos homens resultam várias consequências. Resulta deste princípio que todos os homens são naturalmente livres, e que a razão os tornou dependentes para sua felicidade. Que, apesar de todas as desigualdades que há no governo político resultantes da diferença de condições, da nobreza, do poder e da riqueza, aqueles que estão acima dos outros devem tratar os inferiores como seres que lhes são naturalmente iguais [...]. [...] No estado de natureza, os homens nascem mesmo em igualdade, mas não podem nela permanecer; a sociedade fá-los perdê-la, e é unicamente pelas leis que tornam a ficar iguais.»

Conceitos/Vocabulário Unidade 3 Módulo 4


Tráfico Negreiro: comércio de negros, comprados ou aprisionados na África (especialmente na costa da Guiné, Angola e Moçambique) e vendidos como escravos na América, para mão de obra nos engenhos, nas plantações e nas minas.

Capitalismo Comercial: sistema económico que vigorou na Europa até à Revolução Industrial, caracterizado pelo predomínio do capital comercial sobre a produção, os bancos e as bolsas.


Enclosures: palavra inglesa que significa vedação ou cerca. Refere-se ao processo de vedação dos campos na Inglaterra dos séculos XVII e XVIII e que foi acompanhado pelo emparcelamento de terras e a consequente formação de grandes propriedades.


Revolução Industrial: conjunto de transformações técnicas e económicas que se iniciaram em Inglaterra  na segunda metade do século XVIII e se alargaram a quase todos os países da Europa e da América do Norte no decorrer do século XIX.


Maquinofatura: regime de produção que utiliza a força da máquina como energia, substituindo a força manual ou manufatura.


Companhia Monopolista: companhia de comércio à qual o Estado concede privilégios especiais mediante determinadas condições ou contrapartidas.


Antigo Regime: designação atribuída ao regime político-social que caracterizou a Europa entre os séculos XV-XVI e os finais do século XVIII, isto é, do período da Expansão ultramarina dos Estados europeus e do Renascimento até às revoluções Liberais. A designação de Ancien Régime teve origem na França. Alguns países, como a Inglaterra e a Holanda não conheceram este regime.


Sociedade de Ordens: organização social em que existem grupos ou estratos sociais claramente diferenciados sob o ponto de vista jurídico, condição de nascimento, prestígio das funções que exercem, trajos e outros.


Ordem/Estado: grupo social dotado de estado jurídico próprio, atribuído de acordo com a dignidade e prestígio reconhecidos à condição de nascimento dos seus membros ou à função que desempenham na sociedade.


Estratificação Social: divisão das sociedades em grupos hierarquizados, segundo determinados critérios: étnicos, económicos, ideológicos ou outros.


Mobilidade Social: fenómeno social que traduz na circulação ou movimento de indivíduos, de ideias ou de valores sociais, de uma camada considerada inferior para uma superior e vice-versa.


Privilégio: direito ou vantagem conferido a certa pessoa, grupo, classe ou ordem, que os demais não têm.



Nobreza de Sangue: Categoria de nobres que, por serem de linhagem, herdavam a sua condição social dos seus antepassados.

Nobreza de Toga: Categoria de nobres que, geralmente, obtinham o grau de nobreza por concessão dos monarcas ou como reconhecimento de mérito, pagamento de favores prestados, ou por inerência com determinadas funções (diplomáticas, judiciais, administrativas, etc.).

Degredo: pena imposta por certos crimes que consistia em enviar o condenado, temporária ou definitivamente para um desterro ou exílio longínquo.

Monarquia absoluta: regime político em que o rei detinha uma autonomia total e absoluta sobre os seus súbditos, concentrando na sua pessoa todos os poderes do Estado. Este regime vigorou na quase totalidade dos Estados europeus desde o século XVI até finais do século XVIII.

Consuetudinária: de acordo com a tradição e o costume.

Sociedade de corte: conjunto de todos os indivíduos (funcionários, conselheiros, diplomatas, aios, criados) que viviam na corte ou a frequentavam regularmente (cortesãos).

Vínculos: conjunto de bens que se encontravam unidos de modo indissolúvel a uma família.

Comendas: atribuições do usofruto de bens de ordens religiosas e militares. No início do século XVII havia cerca de 600 comendas em Portugal.

Morgadios: uma das espécies de vínculos que se transmitiam apenas ao primogénito varão. A outra espécie de vínculos eram as capelas, que era um conjunto de bens em princípio afetos a uma obra pia para assegurar o oculto.

Época Moderna: tradicionalmente, circunscrito ao período entre 1453 (Tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos) e 1789 (início da Revolução Francesa). Na História Nova, que desvalorizava as datas e valorizava o tempo longo, a Época ou Idade Moderna situa-se entre os séculos XV-XVI (Descobrimentos/Expansão) e os finais do século XVIII (primeiras revoluções liberais). A Idade Moderna, na Europa, caracteriza-se pelo absolutismo, pela dominação colonial e pelo desenvolvimento do comércio.

Aparelho burocrático do Estado: conjunto de órgãos políticos e administrativos encarregados da gestão de um território ou nação, a nível central, regional e local.

Mare Liberum: O conceito do Mare Liberum dava o direito exclusivo à navegação nos mares defendido pelos países Ibéricos desde o tratado de Tordesilhas, quando a Holanda entrou em guerra com a Castela estava proibida de frequentar os portos da Península Ibérica com essa ideia defendia a teoria do Mare Liberum criando duas novas companhias comerciais poderosas onde atacavam os barcos ibéricos.  

Companhias monopolistas: sociedades comerciais, organizadas ou não por acções, que recebiam do Estado privilégios e regalias a título de exclusividade.

Parlamento: Na Grã-Bretanha dá-se o nome de Parlamento ao conjunto das duas assembleias legislativas: a Baixa (Câmara dos comuns) e a Alta ( Câmara dos lordes). Noutros países, o termo Parlamento designa a assembleia legislativa única ou a câmara baixa (Câmara dos deputados ou Assembleia).


Commonwealth: em sentido histórico restrito à época em estudo, e à letra, significa a republica inglesa (1649-60) sob a ditadura de Cromwell. Atualmente, significa o conjunto das ex-colónias inglesas que aderiram a uma espécie de comunidade, mesmo depois de se terem tornado independentes.

Conceitos/Vocabulário Unidade 3 Módulo 4


Iluminismo: Movimento cultural e filosófico que se desenvolveu na Europa, no século XVIII (Século das Luzes), e que se caracterizou pela afirmação do valor da Razão e do conhecimento para atingir o progresso; pela crítica da ordem política, social e religiosa existente e pela defesa dos ideais de liberdade, igualdade, tolerância e justiça.

Direito Natural: privilégio ou prerrogativa que resulta e deriva da natureza física e biológica dos seres, isto é, aquele que advém das condições naturais, iguais à nascença para todos os seres humanos.


Contrato social: nas teorias políticas que admitem a soberania popular, é o acordo, tácito ou explícito, celebrado entre o indivíduo e a sociedade, o que legitima a transferência de poder desta para o governante. Nesta aceção, é pelo contrato social que se institui o Estado e os órgãos do Governo.


Separação dos poderes: teoria que vê o poder político dividido em três poderes específicos - o legislativo, o executivo e o judicial - , que devem funcionar separadamente, entregues a órgãos políticos diferentes e independentes. 



Conceitos/Vocabulário Unidade 3 Módulo 4

Balança Comercial: expressão que designa a relação entre os bens e os serviços vendidos ou prestados por um país a outros e os que comprou ao estrangeiro; por outras palavras, o saldo existente entre as importações e as exportações de um país, num determinado momento.

Proteccionismo: medidas económicas - fiscais, aduaneiras e outras - praticadas pelo Estado, com vista a proteger o mercado interno e as suas atividades económicas da concorrência estrangeira.

Mercantilismo: é o nome dado a um conjunto de práticas económicas desenvolvido na Europa na Idade Moderna, entre o século XV e os finais do século XVIII. O mercantilismo originou um conjunto de medidas económicas diversas de acordo com os estados. É possível distinguir três modelos principais: bulionismo ou metalismo, colbertismo ou balança comercial favorável e mercantilismo comercial e marítimo.

Exclusivo colonial: política económica que reserva os mercados coloniais para uso exclusivo da metrópole, proibindo as ligações económicas das colónias com outros países.

Ato de Navegação: lei protecionista inglesa, do século XVII, que proibia todo o transporte e comércio de mercadorias para Inglaterra por barcos e comerciantes que não fossem os ingleses ou os dos países de origem dos produtos a transacionar.

Manufatura: indústria artesanal que concentra elevado número de operários e onde o trabalho é em série, embora por processos manuais.

Saldo Fisiológico (ou crescimento natural): Diferença entre a natalidade e a mortalidade. Diz-se que é positivo quando a natalidade é superior à mortalidade.

Mercado Nacional: expressão utilizada para designar as relações económicas entre a oferta e a procura dentro das fronteiras de um país.

Comércio Triangular: designação atribuída ao comércio atlântico intercontinental praticado no século XVIII entre as principais potências europeias e as suas colónias na África e na América.

sábado, 26 de março de 2011

Revolução Industrial (Conclusão)

    Eu com este trabalho fiquei a conhecer coisas novas. Coisas que nem eu pensava que pudessem ter existido.
    Eu gostei muito de fazer este trabalho. Espero que tenham gostado.

Revolução Industrial (Desenvolvimento) Part.2

    Em Portugal, as reformas de Mouzinho da Silveira liquidam os resquícios das estruturas feudais e consolidam a burguesia no poder, modernizando o país. Na segunda metade do século XIX implanta-se a malha ferroviária no país em paralelo a um desenvolvimento industrial e do comércio, à dinâmica do colonialismo, e a uma grande emigração, principalmente em direcção ao Brasil e aos Estados Unidos da América.
 
    Invenções Industriais

       Máquina a Vapor



          Descaroçador de Algodão




        Máquina de Semear Puxada a Cavalo

  


      Bateria Electrica





        Lançadeira Volante para o Tear





    Os trabalhadores da época não gostaram destas envenções. Os trabalhadores pensavam que as máquinas lhe iriam tirar o seu trabalho por isso destroiam-nas.

    


quarta-feira, 23 de março de 2011

Revolução Industrial (Desenvolvimento) Part.1

    A Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível económico e social. Iniciada em Inglaterra em meados do séc. XVIII , expandiu-se pelo mundo a partir do séc. XIX.
    Antes da Revolução Industrial, a actividade produtiva era artesanal e manual (daí o termo manufactura), no máximo com o emprego de algumas máquinas simples. Dependendo da escala, grupos de artesãos podiam se organizar e dividir algumas etapas do processo, mas muitas vezes um mesmo artesão cuidava de todo o processo, desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final. Esses trabalhos eram realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os profissionais da época dominavam muitas (se não todas) etapas do processo produtivo.

    Principais Avanços Tecnológicos

Na Grã-Bretanha Jethro Tull inventa a primeira máquina da semiar puxada a cavalo.
Na Grã-Bretanha John Kay inventa uma lançadeira volante para o tear.
Nos Estados Unidos da América Eli Whitney inventa o descaroçador de algodão.
Em Itália Alessandro Volta inventa a bateria electrica. 
Na Grã-Bretanha Thomas Newcomen instala um motor a vapor para esgotar água em uma mina de carvão.


O Motor a Vapor

    As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a águaferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito. E os lucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias.






Revolução Industrial (Introdução)

Eu neste trabalho falo sobre a Revolução Industrial.

Eu gosto da Revolução Industrial porque acho que foi uma revolução muito importante.

Espero que gostem do meu trabalho.